Auxílio-acidente do INSS

Ficou com sequela de um acidente?

Você pode ter direito ao auxílio-acidente do INSS: uma indenização paga todo mês, mesmo continuando a trabalhar de carteira assinada.

  • Você continua trabalhando
  • Qualquer acidente conta
  • Sequela parcial basta
Dr. Wagner Fernandes, advogado trabalhista e previdenciário, de braços cruzados
Dr. Wagner Fernandes Trabalhista e Previdenciário

Simulação gratuita

Quanto você pode receber

O auxílio-acidente é metade da média dos seus salários. Cai todo mês, junto com o salário, até a aposentadoria.

Auxílio-acidente (50%)

R$1.250,00

por mês, além do seu salário

Simulação educativa com os valores de 2026: salário mínimo de R$ 1.621,00 e teto do INSS de R$ 8.475,55. O valor real sai do cálculo do INSS sobre as suas contribuições, e os atrasados dependem da data em que o direito começou. Sem correção monetária.

Como a conta é feita

O cálculo

Média dos salários
R$ 2.500,00
Auxílio-acidente (50%)
R$ 1.250,00

No ano

12 parcelas
R$ 15.000,00
13º salário
R$ 1.250,00
Total no ano
R$ 16.250,00

Se o direito já existia

Atrasados de até 5 anos
R$ 81.250,00
Por mês
R$ 1.250,00

Requisitos

Quem tem direito

Seis coisas que o INSS não costuma explicar.

Vale para quem, na data do acidente, era empregado de carteira assinada (inclusive doméstico), trabalhador avulso ou segurado especial. Contribuinte individual e MEI, em regra, ficam de fora.

  • Capacete de segurança amarelo sobre fundo preto

    Você continua trabalhando

    O auxílio é pago junto com o salário, inclusive na mesma empresa.

  • Par de muletas encostado numa parede vermelha

    Qualquer acidente conta

    Trânsito, em casa ou no lazer, não só no trabalho.

  • Mão e antebraço imobilizados com gesso

    Sequela parcial basta

    Perder força ou movimento já pode dar direito. Não precisa ficar incapaz.

  • Raio-X lateral de um joelho com prótese

    Sem auxílio-doença antes

    Não é obrigatório ter recebido auxílio-doença para pedir.

  • Perna com gesso apoiada numa almofada

    Sem carência

    Não existe número mínimo de contribuições.

  • Capacete de couro de mineiro dos anos 1930

    Acidente antigo

    Mesmo anos depois, ainda pode existir direito.

Situações mais comuns

Cirurgias e doenças que podem dar direito

O que conta é a sequela que ficou e o quanto ela pesa no seu trabalho de sempre. Estas são as situações mais comuns.

Joelho, quadril e pernas

8 situações
  • Prótese no joelho

    Dificuldade para agachar, subir escada ou passar muito tempo em pé.

  • Prótese no quadril

    Limite para caminhar longas distâncias e carregar peso.

  • Ligamento cruzado (LCA)

    Instabilidade no joelho em rampas, escadas e terreno irregular.

  • Menisco

    Dor e travamento ao girar o corpo ou ficar de cócoras.

  • Cirurgia do fêmur

    Perda de força na perna e passo mais curto.

  • Tíbia e fíbula

    Pinos ou placas que limitam o apoio e a resistência.

  • Tornozelo e pé

    Rigidez que atrapalha andar, subir em escada e dirigir.

  • Tendão de Aquiles

    Menos impulso e dor ao ficar na ponta dos pés.

Ombro, braço e mão

6 situações
  • Cirurgia do ombro

    Dificuldade para erguer o braço acima da cabeça.

  • Manguito rotador

    Perda de força para levantar, empurrar e puxar.

  • Clavícula

    Dor ao carregar peso no ombro e movimento limitado.

  • Cirurgia do cotovelo

    O braço não estica ou não dobra por inteiro.

  • Cirurgia do punho

    Menos firmeza para segurar ferramentas e volante.

  • Cirurgia da mão

    Perda de força ou de movimento, mesmo que em um só dedo.

Coluna e outras

4 situações
  • Cirurgia da coluna

    Limite para ficar sentado, abaixar e carregar peso.

  • Cirurgia por fratura

    Qualquer fratura que tenha deixado limitação depois de consolidada.

  • Cirurgia com pinos ou placas

    O material dentro do osso costuma reduzir força e mobilidade.

  • Amputação

    De um dedo a um membro: a perda muda o trabalho que você fazia.

Doenças do trabalho

4 situações
  • Tendinite e LER/DORT

    Lesão por esforço repetitivo ligada à função.

  • Hérnia de disco

    Quando o trabalho pesado ou a postura agravaram a coluna.

  • Perda de audição

    Mesmo em um ouvido só, por ruído no ambiente de trabalho.

  • Depressão, ansiedade e burnout

    Adoecimento mental com ligação comprovada com o trabalho.

Não achou o seu caso na lista? O que importa é a sequela e como ela afeta o seu trabalho.

Dica para a perícia

Na perícia do INSS

Dizer só que ficou com dores não mostra ao perito o que mudou. Conte o que você fazia antes, o que hoje exige mais esforço e o que os seus laudos comprovam. Sem exagerar e sem inventar: a sua limitação real, explicada.

Antes, carregava25 kg

Hoje, consegue5 kg

Exemplo ilustrativo. Na perícia, relate as suas limitações reais.

  • Não diga só“Eu trabalhava com serviços gerais.”

    Explique“Na época do acidente, minha função era [profissão]. Eu fazia [tarefas] todos os dias.”

  • Não diga só“Fiquei com uma sequela.”

    Explique“Depois do tratamento, fiquei com [limitação]. Meus relatórios médicos mostram essa alteração.”

  • Não diga só“Consigo trabalhar, mas é difícil.”

    Explique“Voltei ao trabalho, mas tenho dificuldade para [tarefa] porque perdi [força ou movimento].”

  • Não diga só“Tenho esse diagnóstico.”

    Explique“A sequela dificulta [atividade da profissão]. Hoje preciso de [mais esforço, pausas ou ajuda] para fazê-la.”

Como funciona

Dos papéis ao benefício

Laudos, exames, a CAT e o extrato do Meu INSS costumam estar espalhados em gavetas e no celular. A análise junta tudo numa história que o INSS entende.

  1. Reunir

    Exames, laudos, prontuários, CAT e o extrato do Meu INSS no gov.br. Não jogue nenhum fora.

  2. Analisar

    A sequela, a data do acidente e a sua situação no INSS, para ver se o pedido tem base.

  3. Pedir

    O pedido ao INSS com orientação para a perícia e, se for negado, o caminho na Justiça.

Acidente de trabalho

Se foi no trabalho

Quando o acidente ou a doença têm ligação com o trabalho, a empresa também pode ter responsabilidades, além do INSS. Esses direitos não são automáticos: dependem das circunstâncias.

  • Pedreiro assentando tijolos, em fotografia de 1963

    Estabilidade de 12 meses

    Depois de um afastamento acidentário pelo INSS, o emprego fica protegido por 12 meses após a volta.

  • Operários sentados nos degraus de uma obra, em foto antiga

    Danos morais e estéticos

    Indenização quando a empresa teve culpa no acidente ou na doença, ou quando ficou cicatriz ou deformidade.

  • Trabalhador de uniforme laranja cavando à beira de uma rodovia em obras

    Pensão indenizatória

    Paga pela empresa responsável quando a sequela reduz a sua capacidade de trabalho.

  • Capacete de segurança amarelo sobre fundo preto

    FGTS durante o afastamento

    No afastamento por acidente de trabalho, a empresa continua depositando o FGTS.

  • Capacete de couro de mineiro dos anos 1930

    A CAT

    A empresa deve emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho. Se não emitir, você, o sindicato ou o médico podem fazer.

Dr. Wagner Fernandes, advogado trabalhista e previdenciário

Quem vai cuidar do seu caso

Os dois lados do acidente.

Dr. Wagner Fernandes

Advogado com mais de 10 anos de atuação no Direito do Trabalho e mais de 2.000 audiências acompanhadas em tribunais pelo país. Graduado pela UNIALFA e pós-graduado em Direito do Trabalho.

Atendimento no Brasil inteiro

Online para todo o país e presencial em Goiânia/GO. No Instagram @adv_wagnerfernandes, ele explica toda semana os direitos de quem se acidentou.

Dúvidas

Perguntas sobre o auxílio

Quanto é o auxílio-acidente?

Metade do salário de benefício, que é a média dos seus salários de contribuição. Em 2026 o menor valor é R$ 810,50, metade do salário mínimo de R$ 1.621,00. O 13º também é pago.

Posso receber e continuar trabalhando?

Sim. O auxílio-acidente é uma indenização: não exige afastamento e é pago junto com o salário, inclusive se você continua na mesma empresa.

O acidente precisa ter sido no trabalho?

Não. Vale acidente de qualquer natureza: trânsito, em casa, no lazer. Se foi no trabalho ou no trajeto, pode haver também direitos contra a empresa.

Meu acidente foi há muitos anos. Ainda dá?

Pode dar. O que importa é a sequela e se você era segurado na época. Quando o direito já existia, os atrasados costumam alcançar os últimos cinco anos.

Quem tem direito?

Quem, na data do acidente, era empregado de carteira assinada (inclusive doméstico), trabalhador avulso ou segurado especial. Contribuinte individual e MEI, em regra, não têm direito a este benefício.

Até quando eu recebo?

Até a véspera da aposentadoria. O auxílio-acidente não é acumulado com aposentadoria: quando ela começa, ele termina.

Recebo Bolsa Família. Posso receber também?

Pode, desde que a renda da família continue dentro dos critérios do programa.

O INSS negou. E agora?

Dá para recorrer no próprio INSS ou pedir na Justiça, onde a perícia é feita por um perito judicial. A análise do caso mostra o melhor caminho.

Preciso ir até Goiânia?

Não. O atendimento é online para todo o Brasil. Se preferir, o atendimento presencial acontece em Goiânia/GO.

Como funcionam os honorários?

Seguem as diretrizes da OAB e são explicados de forma transparente na conversa inicial, de acordo com cada caso.

Análise do seu caso

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  • WhatsApp (62) 99382-7441
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